Este bloggue pretende divulgar temáticas de psicologia para a população em geral, estando associado a uma estação de rádio a "Foz do Mondego Rádio" em 99.1FM
"O amor cura tudo", M. Klein.
O amor incondicional, a contingência que damos e recebemos é aquilo que nos faz sentir o quanto somos importantes.
"O amor pela palavra"
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O que são Terrores Noturnos?
Várias são as problemáticas que
podem afetar o sono das crianças. Geralmente, não são graves e passam com a
idade, mas é preciso dar-lhes atenção e ajudar a criança a
ultrapassá-los. Por este motivo hoje vamos falar de Terrores noturnos.
O terror noturno afeta
3% das crianças e tem uma importante componente familiar. Ocorre com maior
frequência entre 5 e 7 anos de idade. Estes terrores podem durar de 30 segundos
a 5 minutos, sendo raramente mais longos e as crianças voltam a dormir em
seguida. Tais ataques de terror noturno tendem a ocorrer no início da noite,
fato que os diferencia dos pesadelos que ocorrem sobretudo no final da noite de
sono.
Definem-se os terrores noturnos como um distúrbio caracterizado pelo despertar abrupto que pode ser iniciado por um grito de pânico, choro ou vocalizações incoerentes. A criança pode estar sentada na cama e apresentar uma expressão aterrorizada apresentando sinais de ansiedade como taquicardia, respiração rápida, rubor cutâneo e até dilatação das pupilas.
As primeiras vezes que os pais se confrontam com um episódio de terrores noturnos estes são sentidos como assustadores, pois encontram o seu filho em sobressalto, uma ou duas horas após ter adormecido, com sinais de agitação, muitas vezes a gritar de olhos abertos, com o olhar fixo e movimentos descoordenados, sem responder aos seus apelos para se acalmar, o que deixa os pais extenuados e perturbados, sem saber como agir.
Quando o episódio termina, a criança volta a adormecer e não se recorda do que se passou.
Muitas vezes, os terrores estão relacionados com algo assustador ou invulgar que ocorreu durante o dia, ou ainda, relacionados com mudanças importantes na vida da criança, tais como entrada no infantário, nascimento de um irmão, ausência de um dos pais, entre outros.
Pondo isto, o que fazer perante um episódio deste género?
1. Não tente acordar a criança, uma vez que esta não o irá ouvir e poderá, ficar mais agitada se se intrometer no terror
3. Não fale sobre o assunto no dia
seguinte, uma vez que a criança não se lembra do episódio;
4. Reduza as situações de tensão durante o dia da criança;
5. Estabeleça uma boa rotina de sono, evitando a fadiga;
4. Reduza as situações de tensão durante o dia da criança;
5. Estabeleça uma boa rotina de sono, evitando a fadiga;
Com o passar dos anos sabe-se que os terrores
acabam por diminuir e tal como apareceram desaparecem espontaneamente. No
entanto a
família deve procurar ajuda caso esta situação seja recorrente.
Deixo também algumas sugestões que podem ajudar na
prevenção destes terrores noturnos:
- Deixar uma luz
de presença e a porta aberta;
- Reconfortar e
abraçar a criança antes de adormece-la;
- Pode utilizar o
peluche preferido dele e referir que este o protege enquanto dorme;
- deve falar com a
criança e verificar com ele que no quarto não existem possíveis monstros.
- Criar um
ambiente calmo e confortável no quarto;
- Não expor a
criança a situações que lhe causem medo.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Anorexia e bulimia
O tema de hoje centra-se sobre os
distúrbios alimentares. Iremos abordar dois distúrbios muito frequentes,
nomeadamente a Anorexia e a Bulimia.
O termo “distúrbio alimentar” refere-se,
regra geral, a distúrbios psicológicos que se caracterizam por graves anomalias
no comportamento de ingestão; isto significa que a origem deste distúrbio
assenta em alterações psicológicas. Os mais comuns são a anorexia e a bulimia
que afeta muito mais as mulheres que os homens, preferencialmente mulheres
jovens, e em sociedades desenvolvidas onde predomina e se dá enfase à magreza
da mulher. Parece que à medida que aumenta o nível de vida, aumenta o número de
pessoas com este distúrbio.
Vamos então esclarecer cada um destes
conceitos.
A
anorexia nervosa é um distúrbio grave da conduta alimentar em
que a pessoa que a sofre apresenta um peso inferior ao que seria de esperar
para a sua idade, sexo e cultura. O peso perde-se por uma redução extrema da
comida, e quase 50% das pessoas que sofrem usam também o vómito autoinduzido, o
abuso de laxantes ou diuréticos e o
exercício extenuante para perder peso.
Estas jovens apresentam um medo intenso
de engordar que não diminui à medida que perdem peso; queixam-se que se sentem
gordas, mesmo estando esqueléticas e podem demonstrar uma recusa em manter o
seu peso corporal acima do mínimo normal para a sua altura e idade.
Com estas alterações, estas mulheres
chegam a ter ausência dos seus ciclos menstruais, podendo em situações de risco
esta perda de peso exagerada conduzir à morte.
Por outro lado, temos a bulimia nervosa, que é outro distúrbio
grave da conduta alimentar, no qual muitos indivíduos, sobretudo mulheres,
apresentam frequentes episódios de ansiedade, habitualmente vomitam, ou mais
raramente tomam laxantes ou diuréticos para prevenir o aumento de peso. O vómito
é autoinduzido e geralmente diário e é acompanhado por um medo doentio de
engordar.
Estas mulheres, na sua maioria,
apresentam um peso normal, ainda que existam mulheres obesas. Geralmente são
mais velhas do que aquelas que têm anorexia. A média de idades situa-se nos
17anos.
Por ser um comportamento secreto, e não
acusar uma perda de peso tão acentuada, passa despercebida durante muito tempo.
Alguns fatores a que podemos estar atentos são os episódios recorrentes de
voracidade que estas apresentam, ou seja, consomem grandes quantidades de
comida num curto período de tempo. Têm uma sensação de falta de controlo durante
o episódio bulímico; utilizam regularmente o vómito, dietas restritas, e o
exercício físico para prevenir o aumento de peso; têm uma preocupação intensa
com o peso e as medidas, e a frequência mínima destes episódios é de dois por
semana.
Os
sentimentos que predominam em pacientes com estas
alterações, sejam anoréxicas sejam bulímicas, são negativos. Metidas num beco
sem saída da tentativa de controlo sobre a comida para mudar o seu corpo,
veem-se, por sua vez, controladas pelo problema.
Sentimentos de tristeza, ansiedade,
baixa auto estima e depressão podem estar associados. Observam-se por vezes
pensamentos circulares, repetitivos, persistentes sobre a comida e o peso,
quase que poderiam descrever-se como obsessivo-compulsivas. Chegam a pensar que
“se não me considero atraente, então não sirvo para nada”.
Todas estas alterações levam também à
diminuição da sua rede social. Devido às restrições sociais que se autoimpõem
para não serem observadas nem julgadas, favorecem uma certa fobia social, pois
ao fugir destas situações sentem-se mais relaxadas e por isso tendem a
evitá-las com mais frequência.
Visto ser uma problemática que além de
envolver as emoções, envolve o corpo e que pode levar à morte, esteja atento a
estes sinais, e se desconfia de alguém que esteja a sofrer desta problemática,
ajude-a e encaminhe-a o mais rapidamente possível para o seu médico e
psicólogo.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Hoje vamos definir limites...
Hoje vamos falar de limites, ou seja, falamos da
importância que tem na vida da criança e dos seus pais, a definição de limites
e ensinar à criança que os deve respeitar e cumprir. Para isso vou deixar-vos
algumas técnicas a utilizar sempre que estes limites sejam desrespeitados pela
criança.
Temos como
estratégia a utilizar a técnica do time-out ou tempo de pausa, para eliminar um comportamento desajustado
da criança. Este tempo de pausa é particularmente útil em situações em que
a criança revela estar a sentir dificuldades em gerir as emoções associadas ao
comportamento desajustado e deve ser usado para comportamentos que a criança já
sabe que não são apropriados.
Isto
significa que para acalmar a criança e acalmar-se a si, pode
retirar o seu filho do local onde aconteceu a asneira e levá-la para
outro lugar onde ele possa estar sentado, sem distrações. Deve explicar-lhe que
ele ficará ali uns minutos até se acalmar e que não pode sair enquanto não lhe
for permitido.
Esta técnica, denominada “time-out/tempo de pausa”, não é um castigo. Tem como objetivo ajudar a criança a controlar-se internamente, a acalmar-se e a pensar no que fez.
Esta técnica, denominada “time-out/tempo de pausa”, não é um castigo. Tem como objetivo ajudar a criança a controlar-se internamente, a acalmar-se e a pensar no que fez.
Durante o “time-out “não deve dar-lhe atenção,
nem mesmo para lhe explicar que o que fez foi errado. Fazê-lo neste momento é
contraproducente e acabará por tornar esta técnica ineficaz.
Outra questão a ter em conta é o tempo que a criança deve permanecer no “time-out”. O cálculo a fazer é de um minuto por cada ano de vida, sendo uma técnica que pode ser aplicada a partir dos dois anos de idade.
Para uma criança de dois anos ficar dois minutos ficar quieta, sentada, já vai ser uma eternidade. Não deve ser deixada sozinha mais tempo, pois acabará por se chatear, distrair e voltar a fazer uma asneira.
Outra questão a ter em conta é o tempo que a criança deve permanecer no “time-out”. O cálculo a fazer é de um minuto por cada ano de vida, sendo uma técnica que pode ser aplicada a partir dos dois anos de idade.
Para uma criança de dois anos ficar dois minutos ficar quieta, sentada, já vai ser uma eternidade. Não deve ser deixada sozinha mais tempo, pois acabará por se chatear, distrair e voltar a fazer uma asneira.
terça-feira, 28 de maio de 2013
O que é a Esquizofrenia?
Como tema de hoje temos a Esquizofrenia,
muitas pessoas perguntam o que é a esquizofrenia? Quem adoece? Quais os sintomas?
Qual a causa, e como evolui? Será que a família pode ajudar? Vamos hoje tentar
responder as estas questões.
A
esquizofrenia é uma das mais importantes doenças mentais existentes,
considerada como devastadora pelas consequências que acarreta, tanto para o
paciente como para a sua família. A sua prevalência é de aproximadamente 1% na
população e faz prever que existam cerca
de 100 000 doentes com esquizofrenia em Portugal. O seu aparecimento é mais
comum na adolescência ou inicio da idade adulta, sendo rara na infância ou após
os 50 anos.
A
esquizofrenia apresenta sintomas diversificados e complexos que incluem:
- Delírios
- Delírios
- Alterações da perceção
- Alucinações
- Discurso desorganizado
- O pensamento, os afetos, o comportamento, o
contacto visual são também afetados, tal como evidência de anomalias motoras.
- Surge frequentemente um quadro
amotivacional, ou seja:
- abulia que
é uma falta de vontade e iniciativa ou desinteresse que se reflete no aspeto
físico e na higiene pessoal,
- Anedonia, ou
seja, não sentem satisfação em atividades que antes lhes proporcionavam grande
prazer
- apatia pela atitude de não envolvimento e ausência
de desejos,
- um isolamento social pela recusa em
sair com outras pessoas, e desinvestimento de relações intimas
- existe um embotamento afetivo, ou seja, os
sentimentos estão mais esbatidos e pouco expressivos, sendo para eles difícil exprimir
sentimentos ou emoções e apresentam uma mimica facial pobre,
- existe pobreza do discurso,
comunicação pouco espontânea, limitada a algumas palavras e
- problemas no conteúdo do pensamento que
se torna pobre e o diálogo difícil.
Para
apoiar estes doentes é importante a existência de um programa integrado, onde o
médico o psicólogo e o apoio ao paciente estejam presentes, assim como o apoio
e a informação à família do paciente.
Os
portadores de esquizofrenia, pelas características da própria doença, passam a
maior parte do tempo com as suas famílias. Estes familiares também sofrem com o
desgaste provocado pelo transtorno. A esquizofrenia pode então interferir nas
relações familiares, provocar sentimentos negativos, como raiva, medo e angústia, pela
sensação de impotência que os sintomas trazem.
A pessoa
com esquizofrenia tem uma maior vulnerabilidade ao stress, ou seja, é menos
tolerante e reage mal aquando de uma situação de sobrecarga emocional. Isto
explica, por exemplo, porque um ambiente familiar negativo pode ser tão danoso
à estabilidade ou porque muitos pacientes entram em crise em momentos de
perigo, trauma ou stress.
A
título de curiosidade, existem também alguns esquizofrénicos famosos, tal como John
Forbes Nash Jr, um um reconhecido matemático, que apesar de sofrer desta
perturbação, concebeu grandes feitos, sendo reconhecidos publicamente, o que
significa que nem sempre a esquizofrenia leva a um estado de demência e estes
poderão viver uma vida equilibrada em sociedade.
terça-feira, 21 de maio de 2013
O que é a Perturbação Obsessivo-compulsiva?
Hoje
vamos falar de uma perturbação muito comum, denominada Perturbação
obsessivo-compulsiva. E muitos perguntam, que perturbação é esta?
Digamos
que esta perturbação é definida pela presença de pensamentos que incomodam a
pessoa, quer porque surgem insistentemente, quer porque o seu conteúdo provoca
ansiedade, mas, por mais que tentem, não conseguem livrar-se destes
pensamentos.
É
comum a pessoa sentir necessidade de repetir algumas ações várias vezes, sem nenhum
motivo aparente.
Passarem
muito tempo em atividades de limpeza pessoal, da casa ou dos objetos que os
rodeiam.
Verificam
frequentemente aquilo que fazem, dando origem a que as suas atividades de
rotina diária levem muito tempo a ser executadas.
Preocupam-se
também com questões de organização dos objetos, a sua localização correta e com
a sua simetria.
Percebemos assim que esta é uma
perturbação profundamente limitadora da qualidade de vida, por isso é
importante que a pessoa procure acompanhamento terapêutico para minimizar as
suas obsessões e compulsões.
Digamos que as obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens mentais,
desagradáveis, e que surgem de uma forma repetida e que resistem a ser expulsos
da consciência. Estas obsessões originam um elevado desconforto e ansiedade e a
pessoa sente-se compelida a fazer algo para reduzir esse mal-estar. Surgem,
assim, as compulsões, ou rituais
compulsivos, que acabam por cumprir uma função de controlo da ansiedade, ainda
que inadequado. Estes comportamentos protetores são, na maior parte das vezes,
comportamentos exteriores e, contrariamente às obsessões, que se passam na
privacidade do espírito de cada um, tornam-se bastante visíveis para os outros.
Já sabe, se sofre desta perturbação
procure ajuda, não continue em sofrimento.
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