"O amor cura tudo", M. Klein.
O amor incondicional, a contingência que damos e recebemos é aquilo que nos faz sentir o quanto somos importantes.
"O amor pela palavra"

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Há dias...de mudança

Falar do que sentimos? Do que pensamos? Do que somos ou seremos? Pensar no futuro? Tão incerto e receoso para quem tem medo de caminhar sem saber o que esperar?
Mas falar com quem?
Quem são as pessoas que conhecemos? Será que nos conhecem? Será que nos mostramos como somos ou só mostramos o que queremos? Ou queremos mostrar aquilo que conseguimos aceitar em nós próprios? Tantas questões, tantas incertezas...
A única certeza que temos é que somos aquilo que queremos ser...há dias em que queremos ser simpáticos, há dias em que queremos ser parvos, há dias em que queremos ser impacientes, há dias em que queremos ser sensíveis ou melancólicos...
Então e se queremos ser tudo isto qual é o mal? Porque não podemos ser?
Temos de pedir permissão para ser? Para existir? Que chatice...
E quando queremos mudar? Quando mudamos e à nossa volta tudo o que era já não é?  E agora?
Bem, temos de pensar, é mesmo isto que sou? É mesmo isto que quero? Estou preparada ou é só mais uma tentativa? E lá vem a pergunta rasteira...e os outros vão gostar de mim na mesma?
Hum...talvez não, talvez sim, mas isso só acontece porque quem eles conheciam não era quem se escondia e se mostrou por fim...é natural...
O Bom e maravilhoso de tudo isto, é que finalmente podemos ser..sem capas, sem fachadas..e podemos ser tudo..bons e maus ao mesmo tempo, e conseguimos aceitar isso e amarmo-nos da mesma maneira. O que passa a ser importante é sabermos que nos aceitamos e esse é o primeiro passo...
E quando somos nós que não aceitamos a mudança dos outros? Quando olhamos e vimos que após anos de convivencia as pessoas que estavam ao nosso lado mudaram? E nós não gostamos? E nós não queriamos e temos pena...pena de ter perdido algo que era seguro, com medo que o novo seja mau, porque apenas é desconhecido...Por vezes vem a irritação, a desconfiança e a revolta, pois nós não pedimos essa mudança, não estávamos preparados para ela. E a desilusão? O que fazer com ela? Bem, com este turbilhão de emoções, a única coisa boa a fazer é mesmo saber esperar, dar tempo, tudo encaixa, tudo se compreende e aceita.
Com esta aceitação vem a parte boa...a felicidade.
A felicidade de podermos aceitar os amigos que temos, as pessoas que amamos, as pessoas que trabalham conosco, as pessoas que passam pela nossa vida e que trazem coisas boas e menos boas.
Como tudo na vida, esta felicidade, esta aceitação dá trabalho, mas é com ela que conseguimos viver em harmonia:)

1 comentário:

Sandra Cepa disse...

Fluiu tão bem, como um rio, uma torrente. Desejo que flua sempre, quando é agradável e quando é menos agradável, quando convém e quando não convém, sem tabus, sem mentiras (in)convenientes, que só enganam o espírito. Sê grande em tudo Amiga!!! Sê plena sempre e abarca tudo de todas as maneiras! A vida é cheia de pessoas e de momentos únicos que passamos uns com os outros e que nos fazem evoluir sempre! Quem vale a pena deve estar sempre lá, quem não vale não se deve forçar, não merece...

Um grande, beijinho!!!